Velozes e Furiosos 8 | Review

Franquia chega ao oitavo filme com a missão de iniciar uma "nova fase", sem abandonar a fórmula do sucesso.


Se em 2001 alguém profetizasse o que a franquia Velozes e Furiosos iria se tornar, com certeza seria visto como um louco. A atual maior franquia da Universal Pictures chega a seu oitavo filme, The Fate of the Furious, como um produto de eras. E a aplicação da palavra "eras" não é somente uma analogia à duração da cinessérie, mas sim, uma constatação: das raízes underground, marcadas pela cultura dos "rachas" (algo perceptível nos três primeiros filmes), a "Família" cresceu e suas aventuras atingiram um patamar global e absurdo. Agora, com a morte de Paul Walker e a aposentadoria de Brian O'Conner e Mia (Jordana Brewster), Velozes e Furiosos 8 tem a missão de abrir uma nova fase...

Confira o trailer:



É evidente que a saga abraçou o tom cartunesco e a diversão desenfreada, assim, o novo filme, capitaneado por F. Gary Gray (diretor do elogiado Straight Outta Compton), busca extrapolar essa ideia. Afinal, alguém iria ao cinema em busca de um "filme de Oscar"? Seguindo essa premissa, Dom e cia. se vêem em meio a um plano de dominação mundial envolvendo submarinos e bombas nucleares - mais 007 impossível! Outrossim, a dinâmica do grupo também é diferenciada em Velozes 8 e o tom de auto-paródia impera. A adição de Jason Statham ao time dos "bonzinhos" é acertada e sua interação com Dwayne Johnson pode ser vista como um dos pontos altos do longa (com destaque para a cena da prisão), ofuscando os demais, menos o sempre hilário Roman Pierce (Tyrese Gibson).

Mas nem tudo são flores!

Se o elenco carrega grande parte do longa nas costas, o roteiro de Chris Morgan trata de nos lembrar que Fate of the Furious possui opções que incomodam. Dominic Toretto (Vin Diesel) e a vilã Cipher (Charlize Theron) fazem parte de um núcleo que destoa do resto do filme: o arco dramático do personagem e sua ida para o Lado Negro da Força demora a engrenar, principalmente, se levarmos em conta todo o discurso de Dom ao fim do sétimo filme.
Além disso, o uso do CGI é perceptível em certas cenas, o que pode incomodar os fãs mais ranzinzas.



Enfim, escrever essa Review de Velozes e Furiosos 8 tem sido uma tarefa deveras ingrata, porque eu não posso negar que o filme valeu o investido, ou seja, um passatempo e tanto! Ao buscar esses erros grotescos da película, minha mente contraria o meu coração de fã (sem melosidade, por favor!).

Resumindo os parágrafos bipolares acima: Se você é fã da série e não tem medo de ser feliz, pode ir ao cinema tranquilo - só não espere diálogos bem escritos ou dilemas filosóficos. Acomode-se, compre a maior pipoca disponível e desligue seu cerébro, que o carisma e a ação frenética "salva o dia".

Velozes e Furiosos 8 | Nota: 3/5





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Autor: Thiago Monteiro

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