Rua Cloverfield, 10 | Review


Desde seu "surgimento" há cerca de dois meses, Rua Cloverfield, 10, foi alvo de diversas especulações. O misterioso projeto da Bad Robot, encabeçado por ninguém menos que J.J Abrams, explodiu a Internet com teorias! Seria este uma continuação de Cloverfield - Monstro (2008)? Esta era a expectativa de todos...


Cloverfield - Monstro

Na trama, Michelle (Mary Elizabeth Winstead) sofre um grave acidente de carro numa estrada, sendo "resgatada" e levada a um bunker pós-apocalíptico por um possível lunático (John Goodman). O desenrolar dos acontecimentos revelará a verdade: é mais perigoso estar dentro ou fora daquele sinistro lugar?

Já inicio respondendo à pergunta solta no primeiro parágrafo: Não espere uma sequência de Cloverfield! Como já foi dito, "Cloverfield" seria uma espécie de selo utilizado por Abrams para contar histórias fantasiosas com algo em comum, no caso, monstros. Para ficar mais fácil de entender, seria uma espécie de "Além da Imaginação" da Bad Robot.
Rua Cloverfield, 10 passeia por nuances de terror e ficção, mas seu real trunfo é o suspense. A cada pista dada à protagonista de que seu cativeiro não tinha nada de "seguro e aconchegante", ficamos nos perguntando que rumo a história iria tomar. A trama concisa (escrita por Damien Chazelle) envolve o espectador, deixando-o em um estado de tensão constante, observando tudo aquilo com os olhos da personagem principal. A tensão, tão presente no filme, é ressaltada pela trilha sonora de Bear McCrary, cheia de momentos megalomaníacos e sufocantes.



Uma surpresa agradável é a direção precisa do estreante Dan Trachtenberg (guardem o nome dele!). O diretor consegue passar a sensação de sufoco dos personagens por meio de closes e planos fechados, utilizados de maneira brilhante. O elenco é composto principalmente por três (sim, só três!) atores, que estão muitíssimo bem no filme: Mary Elizabeth Winstead (a eterna Ramona Flowers, de Scott Pilgrim Contra O Mundo) realiza uma performance eletrizante, assim como John Gallagher Jr., que interpreta um jovem "companheiro de bunker" da protagonista.
Porém, deve-se ressaltar a atuação impecável de John Goodman. O canastrão consegue criar um personagem ameaçador (aspecto realçado pelos takes "de cima para baixo") graças a seu tamanho e da mesma forma, cheio de aspectos que beiram à psicopatia. Uma das melhores atuações assim como em Flintstones de Goodman, se não, a melhor!



Funcionando como um suspense digno de Hitchcock, Rua Cloverfield, 10 é uma experiência incrível e deve ser visto no cinema - quanto menos você souber sobre o filme, melhor - para seu proveito (a sensação de claustrofobia é constante!). O longa é inteligente e eletrizante, podendo ser considerado uma das gratas surpresas de 2016! 
Talvez, a única derrapada do filme seja seu final, onde o tom que era levado até ali é simplesmente mudado "da água pro vinho", o que pode incomodar um pouco (ou muito né, depende de cada um...). Nada que estrague ou tire os méritos deste ótimo thriller.
Que venham os próximos "Cloverfields"!
#Recomendo


Rua Cloverfield, 10 | Nota: 4.5/5


                                                  Confira o trailer do filme:



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Autor: Thiago Monteiro

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