007 Contra Spectre | Review

Uma grande homenagem à toda a série, Spectre é um filme elegante, mas sem a maestria do anterior.




A expectativa dos fãs de James Bond era altíssima para 007 Contra Spectre (originalmente, Spectre), porém, o longa divide opiniões. Após o ótimo Skyfall, Sam Mendes (Beleza Americana) resolveu embarcar novamente na série 007 e desta vez, trouxe as estonteantes Monica Belucci (participação PISCOU, PERDEU!) e Lea Seydoux (uma bondgirl muito interessante!) como as novíssimas Bondgirls, e nada mais, nada menos que Christoph Waltz como o vilão do longa... Tudo parecia perfeito, mas o resultado não foi o esperado para muitos.

Na trama, James Bond (Daniel Craig) entra em uma rede de intrigas após a descoberta da organização criminosa SPECTRE, que pode ter suas origens ligadas ao passado do espião.



O projeto é grandioso, afinal, é o vigésimo-quarto filme da série do espião mais famoso do mundo. Talvez, a necessidade de fazer o maior e melhor "Bond" tenha subido à cabeça de Sam Mendes. Aliás, o longa é grandioso até em sua duração (cerca de 2 horas e meia, a maior da franquia!). Spectre intercala momentos de ação magníficos (aquela perseguição de carros em Roma...) com diálogos cansativos para o grande público, em um ritmo que não prende o espectador (tinha gente roncando na sessão, infelizmente).

Porém, contudo, entretanto, Spectre se mostra corajoso em tentar dialogar com o universo dos 007s anteriores, e consegue! Tem carro cheio de gadgets, vilão que conta o plano para o mocinho, QG maligno no deserto, e por aí vai. São clichês necessários e até, digamos, charmosos ao seu modo. Mas na tentativa de unir a profundidade dramática desta "era Craig" com o charme "setentista" o filme não se sustenta. Não foi desta vez que vimos uma obra-prima como Cassino Royale (o pico de genialidade de Spectre foi a abertura em plano-sequência, foda pra caramba dirigida com maestria por Mendes)!

O elenco está OK! Daniel Craig continua fazendo um Bond amargurado, desta vez com toques sarcásticos. Em contrapartida, o vilão interpretado por Waltz é muito mal explorado e possui motivações um pouco pífias. Neste cenário, quem se destaca é a trupe do MI6: Q (Ben Whishaw) e M (Ralph Fiennes), apesar de poucas aparições, foram uma das melhores coisas do filme.



No fim, 007 Contra Spectre parece mais uma "tentativa", do que um "resultado" em si. Na busca por amarrar os filmes anteriores (que destoavam, e muito, entre eles), o roteiro se perde, buscando pistas do passado do espião, e no final, acaba resolvendo isto da maneira mais simples possível. Talvez, o maior trunfo e o maior defeito de Spectre seja seu apelo à grandiosidade: uma moldura muito bonita para um quadro que não apresenta um conteúdo à altura da mesma.
Traduzindo: muita elegância para um roteiro mediano!

Spectre foi... bom, mas só isso!




       007 Contra Spectre | Nota: 3.2/5

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Autor: Thiago Monteiro

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