Perdido em Marte | Review

A grande volta de Ridley Scott à ficção científica!


Sim, depois daquela graaande obra (Ironia: ON) chamada Prometheus (2012) que eu assisti muitas vezes, porque apesar de ser mediano, eu até que gostei e de uma jornada bíblica, em Êxodo: Deuses e Reis (2015), finalmente Ridley Scott voltou a acertar! Perdido em Marte marca o retorno "daquele gênio" de Alien, mas desta vez, numa abordagem um pouco diferente em relação ao espaço.

No filme, baseado em um livro homônimo de Andy Weir, que estreou "coincidentemente" na semana da descoberta de água em Marte pela NASA, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é considerado morto após sua tripulação abandonar o Planeta Vermelho durante uma tempestade de poeira, e assim, acaba sozinho (mas não perdido!) em Marte, precisando buscar um modo de sobreviver enquanto aqui na Terra, a NASA procura uma forma de buscá-lo.

Simplificando, os Estados Unidos tendo que resgatar o Matt Damon mais uma vez!

O filme, que está sendo dito como o "Náufrago" do espaço, poderia utilizar o mesmo slogan de Alien: "No espaço, ninguém ouve você gritar!", porém, apesar da sensação de solidão passada pela situação em que o protagonista se encontra, Ridley faz um filme muito diferente do imaginado. Esqueça o drama do abandono (explorado com sutileza no longa) e adicione o inacreditável bom-humor de Mark Watney e sua esperança de voltar para a Terra, tudo isso com muita solução McGyver  criatividade em jogo. É isto que fez Perdido em Marte (ou The Martian, originalmente) ser o sucesso comercial e de crítica in the USA nos Estados Unidos e também, em terras tupiniquins!



Mesmo com suas quase 2 horas e meia de duração, o longa prende o espectador e surpreende se mostrando muito envolvente e nem um pouco maçante, pois não se trata só de Mark Watney, mas sim, de todos os esforços para resgatá-lo. A montagem do filme favorece a sensação de "acessibilidade" que o filme passa. Literalmente, é um filme bastante simples e divertido, constrastando os desafios de Watney em Marte, e os "perrengues" da NASA em nosso planeta.

Apesar de não se ferrar tanto como no livro, as peripécias de Watney são muito interessantes, graças à divertida (e incrível!) atuação de Matt Damon, que utilizando um recurso de "quebra da quarta parede", faz nos identificarmos com o personagem e se sentir como parte de sua jornada em Marte, torcendo para que as coisas dêem certo. Os outros atores também não fazem feio, com destaque para Chiwetel Ejiofor e Jeff Daniels, juntamente com Kate Mara, Jessica Chainstain, Michael Peña, entre outros.

Nos aspectos técnicos, Ridley Scott continua com seu esmero de sempre. O 3D funcionou como parte do filme e deu profundidade à fotografia de Darius Wolski e aos efeitos especiais espetaculares (cara, Marte está de encher os olhos!). A edição de Pietro Scafia (Kick-Ass: Quebrando Tudo) foi muito bem construída e empolgante, não tenho queixas. Por último, mas não menos importante, muitos reclamaram do excesso de mastigação explicações no decorrer do filme. Na minha opinião, não foi nada que estragou o filme, somente foi um modo de atingir um maior público (que não é gênio em ciências!) e não deixar questionamentos após o filme. Explicações que "agregam valor" ao filme.

#Recomendo
Uma das grandes surpresas do ano (graças ao fraco retrospecto de Scott), Perdido em Marte é um grande espetáculo equilibrado, porém, ao mesmo tempo empolgante. Certamente é um filme para ser re-assistido sem dúvidas! E que Scott mantenha a boa forma e nos presenteie com mais uma boa e velha ficção-científica de qualidade em seu novo projeto, Alien - Paradise Lost (continuação de Prometheus). "Chupa essa, Neill Armstrong!".



                                      
                                                            
Perdido em Marte - Nota: 4,5/5


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Autor: Thiago Monteiro

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