Terremoto: A Falha de San Andreas | Crítica

Sem se arriscar, Brad Peyton segue o manual dos "blockbusters-catástrofe"...


Em Terremoto: A Falha de San Andreas (brasileiros e sua mania de explicar o filme em seu título...), vemos claramente que o diretor Brad Peyton escolheu seguir o manual dos blockbusters-catástrofe. Assim como muitos outros, o filme conta com um roteiro raso, sendo apenas um pano de fundo para o verdadeiro astro: a destruição.

Com ares de um parque de diversões, a direção extrapola em efeitos especiais para conquistar o público, que em geral, adora uma divertida destruição desenfreada! E neste quesito, o filme se destaca. Dwayne "The Rock" Johnson se mostra o "cara" perfeito para o papel. Durão, carismático e GIGANTE, como o apelido já mostra, o ator consegue convencer tanto nas cenas de ação (90% do filme) quanto nas poucas cenas dramáticas. A cada cena, você espera que o ator faça atos cada vez mais inacreditáveis.

Mas não é só de espetáculo que se faz um filme...
O filme falha no quesito Roteiro. Pouco trabalhado, cada peça da trama serve exclusivamente para apresentar um perigo ou cena de catástrofe maior que a outra. A história é quase idêntica ao filme 2012, com poucas mudanças e mais simplificada. A premissa é a mesma (pai divorciado busca salvar seu (s) filho (s) e deste modo, sua ex-mulher - agora vivendo com um cara rico! - ultrapassando todos seus medos e catástrofes).



O elenco não possui grandes destaques (tirando o protagonista! InTheRockWeTrust) e cumprem bem o seu papel. Carla Gugino convence como a ex-mulher do personagem de The Rock. A filha do protagonista, interpretada pela linda Alexandra Daddario, tem grande espaço no filme e agrada. Paul Giamatti é somente a cereja do bolo, somente aparecendo para "explicar" a destruição.


E quando este dia realmente chegar?

Terremoto: A Falha de San Andreas cumpre bem o seu papel: divertir o público com cenas de ação grandiosas e efeitos especiais incríveis. Sem uma grande trama ou linha narrativa, o longa se mostra um grande espetáculo visual de 114 minutos. Não vá esperando um clássico do drama humano em tragédia e coisa e tal. Para assistir é necessária a famosa "Suspensão de Descrença", talvez assim você aproveite melhor o filme.

Nota: 2,8/5
            
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Autor: Thiago Monteiro

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