Êxodo: Deuses e Reis | Crítica

Ridley Scott e uma visão realista da história de Moisés.




Êxodo: Deuses e Reis, novo épico de Ridley Scott traz uma história um pouco mais realista (aliás, "realista" é a palavra do momento!) da história bíblica de Moisés e a libertação dos hebreus que eram escravizados pelos egípicios.

Apesar da longa duração (151 minutos), o filme prende o espectador com ótimas cenas de ação e efeitos especiais de encher os olhos!



Por causa do recente Noé, de Darren Aronofsky, lançado no ano passado, pode haver muitas comparações entre os dois filmes. Na minha opinião, apesar de algumas pequenas mudanças feitas por Scott, o longa não distorce tanto a palavra de Deus como o filme de Aronofsky e apesar da nova roupagem, a trama agrada.

O Moisés de Christian Bale é mais "humano" e questionador, em mais uma boa atuação do ator. Já o antagonista Ramsés, age mais como um espectador do caos e um faraó inseguro, numa atuação com alguns pontos altos de Joel Edgerton (irreconhecível no papel do faraó, assim com Aaron Paul no papel de Josué).
Ainda há outros grandes atores no elenco, como John Turturro, Ben Kingsley e Sigourney Weaver (mal-aproveitada no filme).

Voltando a falar do espetáculo visual, a direção de Ridley Scott acerta em cheio, retratando as passagens da história de modo épico, mas não menos crível, agradando ao público.
O único fato que não me agradou foi o de que o filme tenta contar toda a história do profeta, deixando a desejar em algumas passagens importantes, como a importância dos Dez Mandamentos, com pouco tempo em tela.



O Êxodo de Scott tem grandes acertos e alguns erros, mas me agradou bastante. Depois do questionável Prometheus e do massacrado O Conselheiro do Crime, o diretor volta a dirigir um épico e não decepciona.

Nota: 3,7/5.


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Autor: Thiago Monteiro

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